Atitudes que podem abençoar seus filhos e gerações futuras

Uma lista de atitudes que podem transformar o futuro

Atitudes que podem abençoar seus filhos e gerações futuras

 

  • Peça orientação a Deus e preste honra a Ele. Deixe claro que, em sua casa, Deus é o centro.
  • Mostre que seu casamento é um presente especial, além de uma instituição que resguarda o afeto e a segurança emocional de seu filho; Diga a ele o quanto ama a pessoa com quem vive e demonstre isso separando tempo e atenção para o amor. Caso tenha havido uma ruptura ou separação, nunca critique negativamente o pai ou mãe de seu filho diante dele. Demonstre respeito e consideração, mesmo que tenha havido uma situação de dor.
  • Estabeleça, como pai, um horário para crianças menores irem dormir. Horário de criança, não de adultos. Se der aos filhos ao menos uma hora diária durante um jantar em família, brincadeiras e conversas, sem culpa poderá definir quando devem ir dormir.
  • Ouça primeiro as pessoas mais velhas, sempre. As pessoas mais velhas não têm sempre razão, mas professores, vizinhos, avós e parentes contribuem para ensinar sábias lições, possuem uma carga de experiências que merece nossa apreciação e devem ser honradas sempre. Ensine seu filho a dar o lugar, pedir licença e respeitar os mais velhos. Ensine-lhe a curvar a cabeça e ouvir humildemente antes de replicar de modo adequado quando for preciso. Isso lhe ensinará a respeitar as autoridades e todos os que estiverem acima dele, em experiência ou mérito. 
  • Estimule seu filho a compreender que todas as pessoas merecem respeito. Evite julgar ou ser preconceituoso com seu semelhante. Seu filho precisa saber limpar os pés ao entrar, aprender a lavar o próprio copo para respeitar quem presta serviços a vocês. Também precisa saber que todos temos dias de tristeza, considerar a dor e a posição dos outros. Isso ensinará a seu filho o segundo mandamento – ama a teu próximo como a ti mesmo.
  • Se fizer tudo para seu filho, estará criando um fraco. Deixe que ele suje as mãos, carregue o peso, ajude alguém doente, pegue filas, pegue ônibus. Estabeleça margens de segurança, mas não minta para si mesmo: milhares de pessoas dão duro todos os dias e estão vivas e mais fortes do que aqueles que são superprotegidos. Isso ensinará seu filho a enfrentar dias difíceis sem recuar. 
  • Seu filho o está observando. Você pode agir com naturalidade, mas precisa ser exemplo. Você pode ir ao cinema, comer pipoca, recostar no banco e demonstrar que é humano como ele. Porém, lembre-se que você não tem o direito de largar a sujeira, enganar a polícia, dirigir de forma irresponsável e dar um “jeitinho” nas coisas.  Quem é irresponsável não pode pedir responsabilidade. Quem é desatento, não pode pedir educação. Quem é grosseiro, não pode pedir “me respeite”. Quem seduz com ofertas, ou pede que o filho minta para ajudá-lo, não pode pedir “seja mais honesto”. Portanto, procure ser aquilo que prega. Isso ensinará seu filho que existem leis e que ele deve ser exemplo para os outros. 
  • Ao menor sinal de desrespeito, convide seu filho a afastar-se das demais pessoas e acompanhá-lo. Explique o absurdo da situação de modo honroso. Exija ser ouvido com respeito e de maneira firme, não abrindo mão do seu papel de autoridade. Aplique a punição merecida, que deve ter relação com o que seu filho fez. Sendo a consequência aplicada, não a remova. Nunca corrija seu filho diante de alguém, nem mesmo dos irmãos. Convide-o a um diálogo reservado ou marque a conversa para depois.  Não o compare a irmãos ou amigos. Ele é uma pessoa única. Sendo o seu filho já adolescente, o encaminhe à retratação e remova uma vantagem imediatamente. Termine explicando que foi o comportamento que teve que determinou o ônus. Isso lhe ensinará justiça. Enquanto vive em sua casa, especialmente enquanto for menor de idade e não tiver responsabilidade absoluta por seus atos, não importa o quanto pareça ajuizado e esperto, não solte a rédea dos horários e dos deveres. Alguns não sabem, por exemplo, que deixar menores com uma internet livre em mãos é considerado pela lei abandono de incapaz. 
  • Escolha sempre um dia para namorar, para se cuidar e para sair. Procure divertir-se sem culpa e sentir-se bem. Se os filhos perguntarem, conte como foi. Isso lhes ensinará a considerar suas necessidades pessoais.
  • Não use a desculpa do tempo ausente para deixar seu filho sem atenção. Há muito mais menores abandonados do que as pesquisas mostram. Se você passa muito tempo fora, compense dando frações de um tempo de qualidade. No caminho para o trabalho, no lugar de pensar em trabalho, pode imaginar soluções para isso. Ler, contar histórias, cozinhar juntos, passear na rua, olhar as estrelas.  Aprenda a brincar, a rir, conhecer quem seu filho admira, estar junto. Comer pipoca, sair, compartilhar. Crie programas interessantes como ir ao cinema, sair para caminhar e tomar sorvete. Admita que já fez coisas que não deveria e conte como aprendeu com os próprios erros. Admita que já passou por aquela fase e conte como foi. Isso dará a seu filho a segurança de ter com quem se aconselhar nos picos da adolescência e fase adulta. 
  • Nunca insinue a seu filho que ele está pronto para algo quando não está. Pessoas que nunca trabalharam não devem receber um carro ou um celular caro de mão beijada. Adolescentes que não possuem carteira assinada não têm direito a um cartão de crédito na mão. Uma mesada não pode ser um salário e deve, preferencialmente, ser resultado de tarefas cumpridas e comportamento adequado.  Estabeleça uma meta. Crianças malcriadas não podem ter acesso a presentes, TV, passeios e tudo o que há de compensador. Coloque condições, verifique se são cumpridas e elogie as boas atitudes.
  • Não dê várias opções sempre, porque essa atitude não condiz com a realidade da vida lá fora, onde geralmente não há múltipla escolha. Pense no mal que faz quando adquire contas, paga a crédito ou faz empréstimos para dar a seu filho um celular, um carro, um objeto que não podia. Procure dar somente o que estiver ao alcance e deixe claro que não está sendo fácil, que existe um esforço cotidiano para fazer chegar à família todos os benefícios.
  • Ligue para casa, pergunte pelo seu filho, olhe para o modo como se veste, como se comporta. Não deixe que seja visto como um filho de pessoa irresponsável.  Observe as escolhas de seus filhos. Se forem ruins, interfira conversando e dizendo não, sem negociar valores. Opte por canais de televisão cujo histórico possa ser monitorado e não deixe que a TV ou internet tome seu lugar de pai ensinando o que você deveria ensinar. Se o seu filho adotar uma imagem ou aparência que o exponha ou comprometa sua reputação e o julgamento que farão dele agora ou no futuro, a responsabilidade será sua. 
  • Sob hipótese alguma dê razão a seu filho se ele estiver errado. Ele não amará mais você ou irá respeita-lo por isso. Converse de modo gentil e firme, mostrando onde ele está errado, mesmo que não concorde com você no momento. Isso ensinará a ele que há outros pontos de vista e que, apesar de ser um filho amado, precisa acatar a palavra final de uma autoridade em sua vida quanto a ter cometido um erro. 
  • Olhar nos olhos sempre mostra muita coisa. Angústia, medo, problemas, dúvidas, tristeza, paixões escondidas. Segure o rosto de seu filho entre as mãos e olhe em seus olhos. Pergunte como ele está. Isso lhe ensinará a contar com você quando quiser desabafar e ensinará a você a conhecê-lo melhor.
  • Toda vez que disser ao seu filho " ...se fizer isso eu te dou aquilo", está estará ensinando uma lição de como subornar alguém, mesmo que sua intenção seja boa. Ele tem que aprender que se não cumprir suas obrigações será punido pelas situações da vida ou perderá determinado direito. Insista no correto. No lugar de subornar seu filho para conseguir que coma, estude, se comporte, estimule o que é bom e elogie os resultados. Recompensar boas atitudes é diferente de fazer uma propina. Se de fato acha que ele merece uma noite especial com seus amigos por ter arrumado a casa, proporcione, mas não antecipe isso para não gerar um temperamento interesseiro. Isso ensinará seu filho a ser íntegro e a não barganhar.
  • O inadmissível é inadmissível - não o aceite por um minuto sequer. Pais que aceitam condições de abuso filial estão matando sua autoridade. Dizer não e pronto, ensinará a seu filho que existem limites na vida e que esses limites não irão ceder por chantagem ou insistência. Expor seu filho a um diálogo sincero sobre atitudes claramente equivocadas é o seu papel.

 

 

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